A vida no Universo.
Uma Pergunta sempre me incomodou:
Há vida fora do nosso mundo?
A resposta para esta pergunta está muito longe de ser obtida. Mas, para
discutir o tema, decidi escrever algo aqui.
Entre muitas opiniões eu formulei as minhas:
Para melhor entendê-las alguns tópicos devem ser considerados:
- A
terra é um corpo esférico flutuando no espaço. Isto é: Não vivemos em uma
planície com bordas que tem acima o céu e abaixo o inferno. Parece
incrível, mas ainda tem gente que acredita que seja assim o nosso mundo.
Não vou aqui iniciar uma discussão paralela sobre onde está Deus e se o
diabo existe ou não... Não é este o propósito.
- Falando
da forma mais científica possível, dentro das minhas limitações de
formação e informação. Considero que TODO o universo seja constituído
pelas mesmas matérias e funciona sob as mesmas regras físico-químicas que
observamos aqui na terra. Evidências disto puderam ser obtidas pela
análise da composição química dos corpos celestes, já executada pelos
cientistas através do espectro da luz que nos chega do espaço. A análise
espectrométrica dos materiais para a determinação da sua composição, é
amplamente usada na Metalurgia e na Astronomia.
- Assim
sendo, considero que a tabela
periódica seja o resumo elementar dos "tijolos do
universo". Considero, além disso, que o ambiente como sentimos aqui
na terra seja a forma mais propícia à evolução da vida. Ou seja, a matéria
em outros estados que não sejam: sólido, líquido ou gasoso não deve servir
para desenvolvimento de seres vivos. Assim, os estados intermediários de
formação estelar como o plasma, não devem ser estáveis o bastante para
gerar um ambiente sossegado que permita a evolução biológica. Nem um local
com muito movimento de matéria, como planetas em formação teriam
temperatura e estabilidade suficiente para formar um ecossistema.
A mecânica quântica explicando o interior dos átomos , a
mecânica Newtoniana explicando os fenômenos cotidianos e a mecânica
relativística demonstrando os fenômenos celestes, nos esclareceram um pouco do
universo. Porém muitos paradoxos ainda intrigam os cientistas pelas
divergências que apresentam quanto à continuidade das leis que regem o
Universo.
Por exemplo, não se conseguiu ainda uma coerente explicação para relacionar as
quatro forças do universo:
- Força
gravitacional. Observada como atração entre partes da matéria em geral.
- Força
de ligação molecular ou eletromagnética. Forma as ligações químicas.
- Força
atômica ou nuclear. Mantém o núcleo dos átomos coesos.
- Ou a
chamada "força fraca" existente nos núcleos dos átomos com
influência nos elétrons e é quase uma "abstração" da física.
Mas nota-se que tais forças agem em conjunto e estão
intimamente ligadas ao funcionamento do universo.
Estas evidências nos levam a crer que todo o Universo seja regido por leis
uniformes que são aplicáveis em todas as partes.
- Por
que seria diferente aqui na terra?
- Teríamos
nós o privilégio de sermos os únicos a usar os elementos listados na
tabela periódica de uma forma inteligente?
- Estas
leis funcionariam apenas aqui na Terra?
A resposta parece ser bastante óbvia: NÃO!
Cada estrela possui na sua periferia uma quantidade de matéria que colocada à
uma determinada distância onde receba a quantidade adequada de calor desenvolve
a vida numa profusão tão intensa como observamos aqui na terra? Talvez nem
todas, mas uma grande parte tem esta possibilidade.
Mas, provavelmente, as leis de ligação atômica que regem a "montagem"
do DNA dos seres vivos como conhecemos aqui na Terra, sejam regras gerais que
se aplicariam a todo o Universo.
Pensando assim, que beleza! Muitos mundos habitados devem existir na nossa
Galáxia e em TODAS as outras que o Telescópio Espacial Hubble (HST)
nos mostra.
A questão seria, em que estágio está a vida nestes planetas?
Teriam eles condições de se comunicarem mutuamente?
Teriam eles atingido o grau de maturidade suficiente para desenvolver uma ou
mais raças inteligentes?
Teriam eles passado pelo dilema do desenvolvimento sustentável? ou teriam
sucumbido nas guerras provocadas pela disputa orientada pela seleção natural?
Outro fator que impede a comunicação entre inteligências é a distância que os
sistemas (Solares) mantém entre si.
Para haver "sossego" entre os corpos celestes, ou seja, para que eles
parem de colidir entre si e se destruir parcial ou totalmente, tais corpos
necessitam ficar a certas distâncias seguras. Fenômenos como o que destruiu
parte da vida na terra e aparentemente acabou com o "reinado" dos
dinossauros não devem ser frequentes para que a vida tenha continuidade.
Felizmente a formação das galáxias parece ser realizada por uma expansão que
distancia gradativamente os corpos celestes e evita que a gravidade provoque
uma constante colisão mútua. O aumento dessas distâncias devido à esta
expansão, no entanto, afasta cada vez mais os sistemas solares e assim causa o
isolamento dos planetas que provavelmente desenvolvem vida inteligente.
Mas, parece que existe um clamor interno na curiosidade do ser humano que cada
vez mais o atrai para a possibilidade de se encontrar com semelhantes fora do
seu ambiente nativo.
A estrela mais próxima da Terra está a 4 anos luz. Isto é
uma distância quase impossível de ser percorrida com os recursos que temos
atualmente.
- Seria
o nosso desenvolvimento capaz de atingir níveis suficientes para
possibilitar-nos transitar de uma galáxia a outra? Ou mesmo de um ponto a
outro da nossa galáxia?
- Algum
povo em algum lugar do universo já conseguiu este nível?
- Existe
alguma outra forma de comunicação que não conhecemos, capaz de percorrer
distâncias acima da velocidade da Luz, possibilitando a comunicação em
tempo real? Ou estamos realmente limitados a esta velocidade máxima?
A comunicação com Marte, por exemplo, levou na última missão
do Curiosity, em torno de 20 minutos... Como seria ir até a estrela Alfa da
constelação do Centauro em uma velocidade igual à metade da velocidade da luz?
Levaríamos 8 anos para ir e 8 anos para voltar.
Teríamos, entretanto que desenvolver uma tecnologia capar de gerar uma
aceleração cuja velocidade final fosse a requerida. No entanto, a atual
tecnologia baseada em combustão de produtos de hidrocarbonetos é insuficiente
para isso.
Continuo mais tarde...
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